Benchmarking:
aprendendo com os melhores
Que ferramentas tecnológicas e gerenciais os concorrentes
usam? Que aspectos priorizam? Como alcançá-los
e ultrapassá-los? Com a aplicação do Benchmarking,
a empresa identifica os fatores cruciais para a sua competitividade.
Os japoneses têm uma palavra para o fenômeno:
dantotsu, que significa lutar para tornar-se o "melhor
do melhor", com base num processo de alto aprimoramento
que consiste em procurar, encontrar e superar os pontos fortes
dos concorrentes. No Ocidente, esse conceito enraizou-se numa
nova abordagem de planejamento estratégico. Durante a
última década, ele tem produzido resultados impressionantes
em companhias como a Xerox, a Ford e a IBM. O Benchmarking,
ferramenta que busca a adoção das melhores práticas
nas empresas, tornou-se o assunto mais falado no debate sobre
qualidade.
O desenvolvimento competitivo das organizações
é um processo continuado de análise e implementação
de métodos, processos e técnicas, tornando necessário
que cada empresa se transforme num sistema flexível e
rápido em aprendizagem permanente e mudança contínua.
O benchmarking apresenta-se como um trabalho sistemático
e permanente de medição e comparação
das práticas de uma organização com as
das líderes mundiais, para obter informações
que possam melhorar o seu desempenho, identificando modelos
de excelência.
Uma das questões primordiais para conseguir tal dinâmica
consiste na detecção de fontes de informação
atualizadas e profícuas que permitam detectar o que se
torna necessário mudar, como executar essa mudança
e, sobretudo, compreender o porquê das alterações
nos níveis de vantagem/desvantagem competitiva.
Existem pelo menos quatro tipos de Benchmarking. São
eles:
Benchmarking Interno: praticado por empresas
que visam identificar as melhores práticas internas da
organização e disseminar essas práticas
para outros setores da organização.
Benchmarking Competitivo: é focado em
medir funções, métodos e características
básicas de produção em relação
aos concorrentes diretos, e melhorá-los de forma que
a empresa possa inicialmente alcançar os seus concorrentes,
e depois ultrapassá-los.
Benchmarking Funcional: é a forma mais
utilizada, pois não há necessidade de comparar-se
com um concorrente direto. As empresas investigadas geralmente
são de ramos distintos, adotam técnicas interessantes
em atividades específicas, que possam ser colocadas em
prática na empresa do investigador. Tem, portanto, foco
em processos específicos, como por exemplo, embalagem,
faturamento ou controle de estoques.
Benchmarking Genérico: nesse caso, as
empresas participantes têm funções ou processos
empresariais semelhantes, independente das diferenças
entre as indústrias. Um desses processos pode ser, por
exemplo, a análise, desde a entrada de um pedido na indústria
até a entrega do produto ao cliente.
As tendências de mercado são afetadas por constantes
progressos científicos e tecnológicos, além
de mudanças na economia que podem influenciar diretamente
a capacidade competitiva de uma empresa. Para evitar que isso
aconteça, é importante conhecer este turbulento
cenário da melhor forma possível, preparando-se
para nele atuar, reagindo de forma adequada às suas oscilações,
através de vantagem estratégica.
Deve-se partir sempre de um único paradigma: o mercado
atual é competitivo e nenhuma empresa está sozinha.
A concorrência é cada vez maior em todos os setores
da economia, oferecendo produtos e/ou serviços que muitas
vezes são tão bons ou melhores que os seus.
Sendo assim, manter-se atento às tendências através,
dentre outras formas, de uma prática de Benchmarking
bem estruturada, ajuda uma empresa a se fortalecer diante da
concorrência. É preciso manter um foco externo
que permita identificar constantemente as melhores práticas
para efetuar dentro do tempo ideal as mudanças necessárias
para se reequilibrar no mercado.
Renata Buonomo
Publicado em 30/08/2004
Contato: Corina Engel

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