RIO 2007: um projeto que já nasceu grandioso

O Rio é a bola da vez. Os Jogos Pan-americanos de 2007, que serão sediados nesta cidade, trazem credibilidade ao esporte olímpico e esquentam a economia nacional.


Não é a primeira vez que o Brasil sedia os Jogos Pan-americanos. Em 1963, a cidade de São Paulo recebeu a quarta edição do evento. Foram mais de 1.600 atletas de 22 países competindo em solo brasileiro. Daqui a três anos é a vez do Rio de Janeiro. E o projeto RIO 2007 tem tudo para dar certo.

O cenário não poderia ser mais favorável. O esporte no Brasil vem recebendo uma boa dose de incentivo, como a criação da Lei Agnelo/ Piva, que destina 2% da arrecadação bruta de todas as loterias federais ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e ao Comitê Paraolímpico Brasileiro. Além disso, empresas públicas, como a Petrobras, a Caixa Econômica e o Banco do Brasil, têm patrocinado atletas, competições e outros eventos esportivos.

Em 2002, o Brasil sediou os Jogos Sul-americanos e saiu vitorioso. E, no mesmo ano, o site dos Jogos Pan-americanos no Rio ganhou o prêmio Aberje na categoria Internet, entregue ao COB e aos seus parceiros Laboris Serviços, pelo design e construção do site, e Textual, pelo conteúdo. Com tudo isso, a vitória da candidatura do Rio para sediar o Pan de 2007 não apenas fez crescer a confiança em nossa capacidade realizadora como deu mais força e credibilidade ao nosso esporte olímpico.

A economia da cidade já está sendo impulsionada pelos Jogos Pan-americanos. A estimativa do CO-RIO - Comitê Organizador dos Jogos criado pelo COB em parceria com a Prefeitura - é que, no total, o impacto gerado pela movimentação com os jogos chegue a US$ 1 bilhão. Grandes eventos como este costumam revigorar as cidades que os sediam. Sydney e Barcelona, por exemplo, incorporaram ao dia-a-dia dos cidadãos as melhorias de infra-estrutura realizadas para as Olimpíadas de 2000 e 1992, respectivamente. A idéia é repetir a fórmula com o Rio de Janeiro.

Só a construção da Vila Pan-americana, na Barra da Tijuca, significa um investimento de US$ 80 milhões. A construção do Estádio Olímpico João Havelange, no Engenho de Dentro, outra fonte de revitalização da economia carioca, está orçada em R$ 166 milhões. E projetos antigos também vão sair de vez do papel, entre eles, a tão esperada despoluição da Baía de Guanabara e a dragagem da Lagoa de Jacarepaguá. Tudo isso implica grandes desafios logísticos, de processos e de normatização.

O evento também trará impacto econômico ao setor de serviços e o momento é de atenção. Um bom planejamento estratégico e de marketing, um projeto de segurança bem elaborado, uma cobertura ampla do evento, um sistema adequado de transmissão de imagens, um site oficial interativo, leve e atraente, tudo isso é apenas parte do necessário para o sucesso dos Jogos Pan-americanos no Rio. É a oportunidade para o Brasil se diferenciar e mostrar sua competência, utilizando os últimos recursos de imagens, TV sobre IP, convergindo todas as tecnologias e colocando o público, no Rio e em qualquer lugar, como participante, interagindo e acompanhando cada competição. As tecnologias estão aí. Com certeza, o COB e o Brasil darão um show digno de medalha de ouro.

Assim, em 2007, a cidade estará pronta para receber os cerca de cinco mil atletas dos 42 países participantes da XV edição dos Jogos Pan-americanos. E, quem sabe, também estará se preparando para as Olimpíadas de 2012, às quais o Rio de Janeiro já é pré-candidato.

Corina Engel










Outros dados sobre o RIO 2007

- As competições acontecerão entre 14 e 29 de julho de 2007.

- Serão cerca de 5 mil atletas de 42 países, participando em 35 modalidades, sendo 28 olímpicas e 7 pan-americanas.

- Ingressos a serem vendidos para o evento: 1.700.000.

- A Região do Rio-Pan-07 foi criada pelo prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia, por meio do decreto nº 22.111 de 04/10/2002. Engloba os bairros da Barra da Tijuca, do Recreio dos Bandeirantes, de Vargem Grande e de Vargem Pequena, que receberão instalações dos Jogos.

- A Vila Pan-americana, na Barra da Tijuca, será composta de 25 edifícios, somando dois mil apartamentos, de 1,2,3 e 4 quartos, onde poderão ser hospedadas até 8.240 pessoas. O empreendimento, desenvolvido pela construtora Agenco, contará ainda com 2 restaurantes, salas de ginástica, templo ecumênico, policlínica e centro comercial, entre outras comodidades que ocuparão 422 mil metros quadrados.

- Graças às obras do Estádio Olímpico João Havelange, a ser erguido no Engenho de Dentro, serão criados 4 mil empregos, sendo 2.500 diretos e 1.500 indiretos.

- Levantamento feito pela Associação de Hotéis do Rio de Janeiro aponta a criação de cerca de 2.500 quartos em estabelecimentos da Barra da Tijuca (hoje, os hotéis do bairro têm aproximadamente 1.400 quartos).

- Os visitantes que passarem pelo Rio em função do evento, de 2003 a 2007, gastarão US$ 75 milhões apenas em serviços de hotéis, restaurantes, pacotes turísticos, telefonia, etc.

 

 

 

 

 
 
Tels.: Rio +55 21 2543-2775 - São Paulo +55 11 3253-9861 © Copyright Grupo Laboris 2009 - Todos os direitos reservados